4 de abr. de 2015

Beleza é fundamental? Roger Scruton

Boa noite pessoal tudo bem?
Hoje irei postar apenas um vídeo sobre o pensamento de um grande filósofo, Roger Scruton, pouco conhecido aqui no Brasil.
No seu livro Beleza ele questiona: " por que estudarmos a herança de nossa arte e cultura numa época em que o julgamento de sua beleza não possui nenhum fundamento racional?"
Ele defende que a beleza é um valor real e universal presa na nossa natureza racional e a apreciação do belo executa um papel imprescindível na formação desse nosso mundo.
Eu ainda não li o livro (está na lista de livros para as férias, rsrs), mas depois de ver esta entrevista, tenho certeza de que você vai correndo comprar um.
E por que estou abordando esse filósofo aqui? Além de ter apreciado esse grande filósofo, pelo simples fato de amar filosofia e por ela andar de mãos dadas com a arte! 
Boa leitura e bom video!

Livro: Beleza - Roger Scruton, Ed. Realizações - 2013



Até  próxima!
eza

24 de jan. de 2015

Quando as cores dizem por si só.....

Olá pessoal, tudo bem?
Sei que novamente estou em débito com vocês mas, o fim de 2014 foi um tanto turbulento para mim. Se acreditam ou não em horóscopo chinês, 2014 foi o ano do cavalo e creio que na minha vida no fim desse ano ele resolveu sair em disparada! rsrsrs
Mas estou aqui novamente e com uma postagem bem bacana. Nas minhas férias gastei um bom dinheirinho com livros (adoro!) e um deles foi a obra intitulada – Matisse – Escritos e reflexões sobre Arte, da Editora Cosac Naify.
Bom, nem preciso dizer que eu ameeeei o livro e por esta razão que, farei meu primeiro post de 2015 sobre esta pessoa admirável, Henri Matisse.
O que dizer sobre este homem? Um homem dedicado e totalmente fiel ao seu ser.
Primeiro, uma breve biografia: Henri Matisse nasceu na França em 31 de dezembro de 1869. Foi escultor, gravurista e desenhista. Ficou conhecido pelo uso das cores em suas obras, juntamente com Picasso e Marcel Duchamp, foi considerado um artista da arte moderna.
Matisse fez Direito mas, acabou indo para o mundo das artes graças a um presente dado por sua mãe, pincéis e tintas, onde se descobriu por completo.
Suas obras, com minha modesta opinião de aprendiz, são de uma leveza e frescura que chego a sentir uma brisa fresca batendo em meu rosto.
O que mais me chamou a atenção foi sua fala: “ Você quer fazer pintura?Comece então por cortar sua língua, para, a partir de agora, só falar com os pincéis.”
Sim, o que ele quis dizer com isto? Agora você deve viver uma relação completa com a arte. Não basta olhar e copiar, não basta realizar somente aquilo que te pedem, há de sentir o que faz. Para Matisse o equilíbrio é tudo, porque o que você faz sempre será o reflexo de seu interior então, para se realizar uma obra, ele buscava o que sentia misturado com o que conhecia do mundo. Ele também dizia que o artista precisava ver o mundo com olhos de criança, mas por quê? Vocês já devem ter ouvido a história de um mestre Samurai com seu discípulo e a xícara de chá?
O jovem aprendiz estava tomando um chá com seu mestre quando percebeu que o mesmo continuou colocando a bebida em sua xícara já cheia e, ao ver transbordar o liquido, disse desesperado ao mestre que parasse, e seu sábio mestre lhe disse: “ Está vendo como você precisa esvaziar sua mente de tudo?( moral, valores, verdades, conceitos, julgamentos, etc..) Para que eu possa preencher de forma limpa e sadia de novos conhecimentos para só então, conseguir entrar em perfeito equilíbrio com sua alma. Profundo né? Penso nisso todos os dias....... 
A criança ainda não tem opiniões formadas sobre o mundo, não tem julgamentos e valores impostos à sua volta, é a mais pura e verdadeira emoção, é a xícara vazia que ao longo da vida vai preenchendo com suas idéias e conceitos.
Para Matisse era exatamente isso, não use apenas a técnica, traga para a obra seus mais profundos sentimentos e, o mais importante, ainda estava por vir. O observador (nós) ao olhar o trabalho final, deve reconhecer e sentir cada emoção, sentimento e pensamento.
Matisse dizia que sempre sentia medo antes de começar suas obras porque nele havia uma preocupação tremenda no que poderia transmitir. Então, um artista não precisa de fala, ele precisa de um profundo dialogo interno. Então ele permanecia horas e horas, dias e dias e até anos e anos numa mesma obra. Concentrado apenas nela, com uma dedicação ímpar sempre observando cada dia o seu desenvolvimento. Claro que, se percebesse que algo havia mudado recomeçava tudo de novo ou, se seu interior também sofresse alguma alteração, nem chegava perto de seu trabalho. Sua preocupação ia além da obra ia além da moldura, ia para um lado conceitual como fez na Capela do Rosário em Vence na França 1951. Essa foi uma das mais importantes obras deste grande artista e veja como o exterior afeta a obra e de como causa o impacto em nós meros observadores. Este trabalho traz uma simplicidade que nos leva a flutuar e chegar mais próximos de Deus, é poético. Me diz se isso não faz você se sentir num lugar calmo, leve como uma brisa da manhã? É realmente divino!



E assim ele transmitia através das cores. Suas obras traduzem a mais perfeita sintonia entre mente, alma e corpo. É impressionante ver como ele conseguia transformar o preto em cor, ele conseguiu valorizar o preto distanciando-o dos jogos de claro e escuro. As cores são a interpretação de suas obras. Para ele, desenho e cor são coisas separadas e não uma só. Uma cor pode matar um desenho e vice-versa e realmente somente depois de ler o livro, me dei conta dessa questão.
Veja esta obra e me diga se as cores não falam por si só: Sintam o frescor que ela traz, a suavidade de cada componente, nada é pesado, mesmo o preto ao fundo, tudo é leve,tranquilo, harmonioso assim como a vida deve  ser.



E esta outra? Quantas cores existem no rosto desta mulher que traduzem perfeitamente o que é e suas emoções?


Esta forma como aborda as cores, realmente é impressionante e eu como uma boa estudante novata no assunto, fiquei totalmente encantada e admirada.  
Por incrível que pareça, quando estava na leitura deste livro eu ganhei do meu grande amigo filósofo Ari, um cavalete para me aventurar na pintura. Agora imagina como eu fiquei maluca para dialogar com as cores?
Sinceramente não sei desenhar, mas irei mergulhar no mundo da pintura e nem preciso dizer que de inicio, minha maior fonte de inspiração não poderia ser nada menos do que este grande Mestre: Henri Matisse.

BIBLIOGRAFIA:

- Matisse: Escritos e reflexões sobre arte - Ed. Cosac Naify - 2007 - SP
- Imagens: Google imagens




14 de set. de 2014

Pensamentos Renascentistas

Olá pessoal!
Sei que devem estar chateados comigo mas a minha ausência tem justificativa e se chama: Faculdade!
Sim meus queridos, ando enterrada em trabalhos e mais trabalhos mas como dizia minha falecida vó, há males que vem para o bem........e com toda certeza é isso que se prega aqui. Todos esses trabalhos que estou executando logo logo estarão aqui para deleite de vocês e, para deixar uma prévia do que estou realizando farei a postagem de uma aula que tive no MASP com o excepcional Prof. Renato Brolezz sobre a obra de Rafael Sanzio -  "A ressurreição de Cristo" . Recomendo á todos participarem e o mais bacana é que as obras com que trabalha são do acervo do museu ou seja, depois você corre pra lá pra ver de perto tudo o que é relatado aqui. Bom, chega de falar e vamos para o que interessa: História da Arte!! Amo muito tudo isso!
Abraços!

 - Obra de Rafael Sanzio: " A Ressurreição de Cristo"

Século XV em Florência- Itália, período renascentista.
Óleo sobre madeira: 52x44 cm -1498-1500 d.C.

Rafael Sanzio nasceu na região de Urbino em 1483 e morreu em 1520 em Roma no domingo de páscoa de uma febre não identificada.
Ele estava terminando sua formação com seu mestre – Pietro Valute o Perugino – quando realizou esta obra. No momento tinha por volta dos seus 17 anos de idade.
Até hoje se levantam dúvidas quanto á autoria deste quadro, se realmente foi Rafael que o fez, mas mesmo que não o fosse, tal obra não perderia sua enorme importância. Os artistas não cultivavam o hábito de assinar as obras e por esta razão que se levantam as dúvidas.

Nesta época do renascimento, a matemática se volta para as artes pois, ela é a linguagem de Deus que criou para a harmonia delas. É quando iniciam os estudos em artes pelas perspectivas pois a razão, a matemática não são contrárias a fé, a religião. Neste período criam-se metáforas como: “Deus o arquiteto do mundo” por estarem envolvidos com o naturalismo ou seja, copiar a natureza é transmitir a vontade divina. Aprender matemática nesta época era estar mais próximo de Deus e tornando-se discípulo da ciência. Isto é o projeto do renascimento, pensar e sentir a fé e a razão.
A formação dos artistas da época é neo-platônica por isso a influência de realizar obras com equilíbrio, uma totalidade que lhe dêem sentido. Cria-se um amor pela unidade da composição. As figuras devem se organizar e respeitar a harmonia, simetria e unidade, tudo deve estar no seu devido lugar.

Observemos a obra:


Estratégia da pintura florentina: ter um espaço á priori, um espaço vazio. Os espaços são fatiados.
Observe que a serpente e o caramujo estão em 1º plano, em 2º plano vem o soldado de costas para nós, em 3º plano o soldado que está de frente, no 4º plano está o sarcófago e assim, todas as figuras expostas estão fatiadas ou seja, cria-se a idéia de profundidade até chegarmos á linha do horizonte que é a linha da angústia.
Rafael desenhou cada personagem separadamente, e depois foi dispondo cada um no quadro obedecendo a escala de perto, médio e longe. Podemos realizar uma brincadeira visual: imagine o quadro sem nenhum personagem e aos poucos vá colocando um á um e irá perceber que, o quadro em si não terá sentido algum se faltar qualquer um dos personagens. É a razão de ser harmônico e puramente matemático.

Voltando-se para a observação da obra, vemos que a serpente e o caramujo são representados em tamanhos tão pequenos que, poderiam passar facilmente despercebidos - lembrando o tamanho do quadro (52x44 cm) – mas o que isto significa? São seres que rastejam no mundo físico, a serpente tem seu desejo de conhecimento (símbolo da medicina) e o caramujo é obrigado a rastejar sobre seu próprio musgo. Então, eles realizam o papel contrário á Cristo. ELE se “ascende” é a “ascensão” com o estandarte da vitória na mão esquerda e a mão direita simbolizando a benção - até hoje padres, bispos e Papas utilizam a mão esquerda desta forma - e que representa o trio – Pai, Filho e Espírito Santo, a trindade cristã e assim se referindo aos repteis como seres que não se “elevam”.
Os soldados além de apresentarem emoções, Rafael dispõem os dois primeiros em um giro de 180°(antes as obras eram mais rígidas como nos quadros de seu mestre Perugino) e ele dinamiza trazendo movimento em suas obras. Podemos observar este movimento também no sarcófago onde a tampa se encontra na diagonal e fazendo a alusão de mármore e de estilo romano, caracterizando ainda a influência da arte romana. Os anjos representam o desapego, a transcendência que procura sentido para além da vida. As mulheres representam as três Maria que visitam Cristo.  
Rafael se utiliza apenas das cores primárias – azul, vermelho e verde – novamente trazendo a idéia da Santíssima Trindade sendo a idéia a vontade de Deus pois, Ele é razão. Então o desenho se torna o desejo da idéia de se tornar visível ao mundo, ele é um projeto de realização da idéia e na tradição florentina, tudo nasce da linha, então para o renascimento a idéia de Deus se transcende no indivíduo.

Portanto, o pensamento naturalista era não somente de copiar uma natureza e sim aperfeiçoá-la porque, ao copiar, você inova, é a transformação daquilo que se vê ou seja, a obra de arte deve primeiramente seduzir seus sentidos, para depois lhe mostrar a verdade. Neste quadro podemos perceber nitidamente que tudo é ordem, força do equilíbrio, agradável aos olhos mas, rigorosa intelectualmente.

Muitos abraços e até a próxima!

8 de jul. de 2014

Guardião da Arte

Pensar em obras de arte sem pensar em museu é como viver sem precisar de água! Pois bem, falar de museu juntamente com a arte é algo importantíssimo. Hoje temos vários museus espalhados pelo mundo onde guardam seus tesouros e que ao menos garantem um vasto patrimônio para a toda a humanidade mas, fica uma pergunta: como se criou esta instituição?
Na mitologia Museu é filho de Orfeu, ele tem seu corpo despedaçado pelas Mênades e jogado no rio Hebro. Na Grécia antiga Mouseion era o templo das musas que presidiam a poesia, a música, a oratória, a história, a tragédia, a comédia, a dança e a astronomia. Esses templos, bem como os de outras divindades, recebiam muitas oferendas em objetos preciosos ou exóticos, que podiam ser exibidos ao público mediante o pagamento de uma pequena taxa. As nove Musas filhas de Mnemosíne, cantavam o presente, o passado e o futuro sob a lira de Apolo.

Ao longo de toda nossa história o homem adquiriu o hábito de colecionar coisas e assim, surge o colecionismo. Eles concederam a esses objetos certos valores, sentimentais e materiais criando assim a necessidade de preservá-los. Isto é desde a Idade Média onde proliferou pelo mundo.  Os museus até aos fins dos séc. XVII e XVIII eram denominados como gabinetes de curiosidades. Anteriormente às galerias várias obras ficavam expostas em jardins e depois observando a necessidade de preservá-las (tanto de roubos como por conta de guerras) criavam em seus próprios palacetes pequenos museus. Claro que primeiramente as obras só eram vistas pelo dono e só depois foi se abrindo para os seus amigos, mais íntimos claro!




David Teniers. Galeria do Duque Leopoldo Guilherme, BRUXELAS .
Segunda metade do séc. VXII.










Em 1683 surge o primeiro museu a partir da doação da coleção de John Tradescant, feita por Elias Ashmole, à Universidade de Oxford, conhecido como Ashmolean Museum.

Mas, o primeiro a ser projetado para ser realmente um museu foi em 1769-75 o Museu Fridericianum em Kassel, Alemanha


Por volta de 1827 Sir John Soane’s, adquire três casas e as unem transformando-as em uma casa museu em Londres. Assista ao vídeo que é curto e você irá se admirar com a inteligência desta pessoa nesta criação belíssima.


Ao longo de nossa história o museu se transformou e tal transformação é contínua pois, vem adaptando-se  aos novos tempos realizando cada vez mais uma interação com o seu observador.  Hoje todos os museus oferecem atividades culturais, cursos e outros inúmeros benefícios para que possamos ter cada vez mais um contato maior com a “arte”. Observamos muito isto hoje, com a arte contemporânea onde a arte sai da tela e nos trás uma nova perspectiva, uma nova visualidade. Ela exige de você um “posicionamento” e deixa de ser apenas para observar.
Entretanto meu objetivo maior é trazer a mente de que o museu deixou de ser algo onde se guarda “coisas antigas demais” e que de nada contribuem para o nosso ser. Hoje ele busca o principal você ! Fazer com que a arte intimide seus instintos onde lhe obriga a tomar uma posição diante dela é a mais pura e brilhante experiência cultural que o ser humano possa ter então, corra ao museu mais próximo e divirta-se!

*Fontes:

 - Aulas do meu curso de Curadoria e Arte Contemporânea - Casa do Saber
 - Aulas do meu curso de Arte Sacra e Bens Culturais - Museu de Arte Sacra
 - Wikipédia.org
 - Imagens extraídas do Google imagens
 - Vídeo Youtube



26 de jun. de 2014

Trabalho de Gigantes

Hoje eu farei um post sobre esculturas e escolhi um artista da arte contemporânea, Ron Mueck, australiano de Melbourne (1958) e trabalha na Grã-Bretanha. Iniciou como fabricante de marionetes e modelos para a televisão e filmes infantis. Depois criou sua própria companhia em Londres, trabalhando para a indústria de publicidade e aos poucos foi aperfeiçoando suas esculturas desejando deixá-las mais realistas. 
Com toda certeza ele irá impressionar á todos vocês e, aos que já o conhecem se deleitem em observar suas obras extraordinárias.
Ele é um artista do hiper-realismo, suas obras fazem uma retratação da imagem humana de uma forma extraordinária. Podemos observar que ele tem uma preocupação minuciosa em colocar expressões faciais, jeitos e posturas bem realistas por todos os ângulos, onde demonstra sua aptidão em recriar a anatomia humana. É uma riqueza infinita de detalhes dos corpos humanos que em alguns casos, se não fosse pelo tamanho poderiam perfeitamente serem confundidos com seres humanos reais daí, vem a nossa primeira reação que é de total espanto. Algumas esculturas chegam a ter até 5 metros de altura!
Agora o mais curioso disto é ele próprio não se considerar um escultor e muito menos um artista:

"Jamais quis ser um escultor. Não sei bem porque faço isto mas não me imagino a fazer outra coisa. Não me considero um artista, isto é simplesmente a única coisa que sei fazer." (RON MUECK)



































Suas obras mostram a vida em sua plenitude, é a fragilidade do ser humano que nos faz lembrar de que não somos perfeitos.
Hoje a cobrança que temos em busca da perfeição faz uma perseguição desumana sobre nós. Vivemos a época da estética, da beleza, da mediocridade.
Algum tempo atrás li em um site (não me recordo qual) dizendo coisas horríveis sobre a Presidenta Dilma Rossef (primeiro quero deixar claro que o comentário não é político e sim da visão de mundo hoje). Ela se encontrava de férias em uma praia e vestia um maiô. Foram comentários absurdos sobre sua “forma física”. Fiquei horrorizada por estarem cobrando de uma mulher com mais de 60 anos de idade uma perfeição que não existe! Ela tem uma filha, governa um país (que creio não ser um mar de rosas o tempo todo) e já está na terceira-idade, o que mais eles querem???
Nosso corpo se transforma ao longo dos anos, por conta de idade, gravidez, doença e por outras séries de coisas que fazem parte da “natureza humana”.
Será então que o espanto que as obras de Ron Mueck nos causa é da alienação que foi introduzida em nós sobre o que é a estética no mundo contemporâneo? Ou isto já transformou e dominou nosso interior para rejeitar tudo aquilo que não é perfeito? 

Até a próxima!



15 de jun. de 2014

Filme - Os Sete Samurais

Hoje farei meu primeiro post sobre cinema. Afinal, cinema também é arte e não podemos deixar este assunto de lado.
O cinema nasceu da fotografia e de outras inovações como os jogos ópticos. Vamos para um breve resumo: em 1876, Eadweard Muybridge colocou 24 câmeras fotográficas ao longo de um hipódromo e tirou várias fotos da passagem de um cavalo e com isto conseguiu a decomposição do movimento em várias fotografias e através de um zoopraxiscópio pode recompor o movimento. Em 1888, Louis Aimeé Augustin Le Prince filmou uma cena de cerca de 02 segundos e por conta da debilidade do papel fez com que a projeção não desse certo.
Os irmãos Auguste e Louis Lumière inventaram o cinematógrafo, um aparelho portátil que consistia num aparelho três em um – máquina de filmar, de revelar e projetar- e em 28 de dezembro de 1895 foi organizada uma exposição pública de filmes no Salão do Grand Café de Paris. O filme exibido foi L’ Arrivèe d’um Train à La Ciotat. Foi um verdadeiro sucesso e desde então tentaram casar a imagem com um som sincronizado.
Então, o cinema nasce no período do modernismo.
O filme é da década de 50 mais exatamente feito em 1954, pelos escritores Shinobu Hashimoto, Akira Kurosawa, Hideo Oguni e dirigido por Akira Kurosawa. Os atores são: Toshiro Mifune, Takashi Shimura, Yoshio Inaba, Seiji Miyaguchi, Minoro Chiaki, Daisuke Kato, Ko Kimura.
O filme conta a história de um grupo de camponeses que sofriam frequentemente ataques de bandidos. Cansados de tanto sofrimento e numa medida desesperada, resolvem contratar Samurais para defender o vilarejo. São Samurais do século XVI e são aqueles que não possuem mestres. Pode-se observar no filme que eles não são limpinhos como o Tom Cruise em “O último Samurai”, rsrsrsrsrs! Venenos á parte sem desmerecer é claro!
Fazer um resumo sobre o filme é impossível mas, podemos observar que se trata de valores e emoções humanas ou seja, vale a pena assistir a um filme tão belíssimo!
Fica a dica, procure assistir o filme original (existem com legendas em português) e não os que possuem uma versão mais curta porque, pensar que não irá suportar um filme tão longo é um ledo engano(são três horas e meia). Não há como você dispersar sua atenção de uma obra tão magnífica, vale a pena.
Então, aproveitem um dia de frio e joguem-se para debaixo do edredom e aprecie o que a arte tem de melhor e bom filme!
Até a próxima!

9 de mai. de 2014

FRIDA KAHLO

Estava na hora de fazer um post sobre um artista e resolvi acabar com esta questão.
Escolhi Frida Kahlo e cabe a pergunta; por que ela?   Por ter me identificado e além de ser uma mulher e artista excepcional. Mas, o que vi nesta mulher? Uma força fora do comum, um trabalho de auto conhecimento que são dignos de admiração. Claro que as tragédias de minha vida são apenas 1% do que esta mulher viveu e a minha identificação se dá pelos sentimentos, sua atitude em relação á vida.
Farei uma breve biografia de Frida Kahlo.
Nasceu (06 de julho de 1907) e morreu (13 de julho de 1954) no México, sua vida inclui uma poliomielite aos 06 anos e aos 18 anos um gravíssimo acidente de bonde no qual estava onde um ferro perfurou-lhe as costas, atravessando sua pélvis e saindo pela vagina ficando entre a vida e a morte por muito tempo. E foi justamente neste período que Frida começa a pintar.
Num primeiro momento a pintura era apenas uma distração mas, com o tempo e com a vida conturbada que vivia ao lado do marido infiel Diego Rivera (casou-se aos 22 anos) passou a expressar tudo o que sentia para as telas. Seu desabafo estava ali, nas cores, nas formas e em seus autos-retratos.



Foi neste momento que Frida teve um contato profundo com seu eu. Ao mesmo tempo que apresentava ser uma mulher forte e decidida, era também uma mulher frágil. Tal fragilidade se mostrava em suas obras, apenas em suas obras e o mais nítido de todos os seus sentimentos era a dor. Dor de um amor não totalmente correspondido de seu infiel marido (Diego Rivera) e a dor de não conseguir gerar filhos. Ao longo de sua vida teve três abortos e essa tristeza profunda, foram transmitidas para as telas. 


Por esta razão que também não a considero uma surrealista como a própria declarou posteriormente:
“Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.” (Frida Kahlo)
Ela pintava sua dor. Sua vontade de querer ser feliz, a forma que encontrou de transmitir suas emoções ao mundo na minha opinião, são realmente emocionantes. Ela teve a coragem de se expor e sempre se portou de forma muito guerreira com a vida, lutando e fazendo acontecer até seu último minuto de vida. Aliás nos seus últimos anos de vida dos quais passou em cima de uma cama, ela fez um diário onde relata com detalhes tudo o que se passava em sua mente e em seu tão dolorido coração, dizendo que a melhor coisa para ela era viver, simplesmente amava viver mesmo que tudo á sua volta lhe dizia o contrário. Amo essa determinação e visão que conseguia obter da vida mesmo tendo lhe dado tantas decepções e sofrimentos.
Enfim, a arte lhe trouxe o alívio, o conforto, a sua válvula de escape. Poder revelar sentimentos tão doloridos através da arte é tão sublime quanto de como a própria arte pode oferecer este caminho. Por isso eu digo á vocês meus queridos: é por esta razão que eu amo estudar a arte. Testemunhar de como o homem e a arte conseguem realizar maravilhas tanto para o mundo como para si mesmo é a coisa mais bela de que um ser humano possa ter.
Fica aqui minha homenagem para todas as mulheres do DIA DAS MÃES e para as que podem realizar seu sonhos de mãe e para todas que a vida por sua razão desconhecida lhe negaram o direito de viver essa emoção.............

Bjs no coração!